segunda-feira, 18 de setembro de 2017

[Resenha - Rocco] Querida Filha

Postado por Ju às 11:00 12 comentários
Título: Querida Filha
Autora: Elizabeth Little
Tradução: Fabienne W. Mercês
Editora: Rocco
(Coleção Luz Negra)
Número de páginas: 368

A relação mãe e filha – e os segredos que podem se esconder em seus meandros – é o combustível do bem-sucedido romance de estreia de Elizabeth Little, lançamento da coleção Luz Negra, que reúne o melhor do suspense feminino contemporâneo. O livro acompanha a ex-it girl Janie Jenkins, que, ao sair da prisão 10 anos após ter sido condenada pela morte da mãe, só deseja fugir dos holofotes e encontrar o verdadeiro assassino. Só há um problema: Janie não tem certeza absoluta de que não cometeu o crime. E, seguindo a única pista que possui, inicia um périplo que a levará a uma pacata cidade em Dakota do Sul e a um revelador encontro com o passado.

Em Querida Filha, conhecemos Jane Jenkins, que foi acusada de matar a própria mãe e condenada à prisão perpétua por isso. Mas, dez anos depois, sua sentença acaba sendo anulada por erro na manipulação das provas. A garota não sabe o que aconteceu no dia do assassinato, mas decide que vai descobrir.

Não é uma tarefa fácil, principalmente por ela ser odiada e perseguida por alguns, o que faz com que tenha que se disfarçar; mas Jane está disposta a desvendar o crime e provar para si mesma que é inocente. Com apenas algumas palavras que escutou sua mãe dizer como pista, começa sua jornada em busca da verdade.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

[Resenha - Universo dos Livros] Irmãs em Auschwitz

Postado por Ju às 16:00 11 comentários
Título: Irmãs em Auschwitz
Autoras: Rena Kornreich Gelissen | Heather Dune Macadam
Tradução: Monique D'Orazio
Número de páginas: 408

Uma das poucas pessoas a se entregar voluntariamente para o exército alemão e ir a um campo de concentração – quando ainda se acreditava que eram apenas campos de trabalho – Rena Kornreich fez parte do primeiro transporte em massa de judeus para Auschwitz e sobreviveu ao campo nazista por mais de três anos, junto a sua irmã mais nova – Danka. Juntas, ambas tiveram de ser resilientes a cada a perversidade vivenciada durante o período de aprisionamento. E, a despeito da iminência da morte, das doenças, das surras e do trabalho forçado, os relatos de Rena a respeito da convivência entre as prisioneiras nos garantem que a empatia emergida dentro de cada dormitório e de cada grupo de trabalho encorajou essas mulheres a permanecerem unidas até que Auschwitz fosse libertado e suas vidas fossem devolvidas para sempre. 

Acredito que esse é o único livro que li que fala sobre os campos de concentração/ extermínio sob a ótica de uma sobrevivente que se apresentou voluntariamente para ser encaminhada a um deles. Óbvio que Rena não tinha a menor ideia do que enfrentaria... O que foi divulgado foi que seria enviada para um campo de trabalho. E ela decide se entregar para não colocar as pessoas que a acolheram em risco por descumprirem a lei. Só não queria se tornar um problema.

Mas já durante a viagem começa a perceber que cometeu um erro terrível. Rena é colocada no primeiro transporte de mulheres para Auschwitz e tem que viajar em um vagão de gado em que mal é possível se mexer, em que todas ficam em pé e precisam se apoiar umas nas outras. Aliás, ela logo percebe que pequenos gestos de auxílio no lugar para onde foi enviada podem ser a diferença entre a vida e a morte, e nunca deixa de ajudar alguém quando possível, nem de agradecer cada pequeno milagre recebido.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[Resenha - Rocco] Jane Austen roubou meu namorado

Postado por Ju às 16:00 13 comentários
Título: Jane Austen roubou meu namorado
Autora: Cora Harrison
Tradução: Dilma Machado
Editora: Rocco
Número de páginas: 288

Baseado nos diários da escritora Jane Austen na adolescência, este divertido romance juvenil é uma história de aventura, mistério, fofocas e, claro, flertes e paixões. Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre este ano, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia. Em Jane Austen roubou meu namorado, a escritora irlandesa Cora Harrison recria, para os jovens de hoje, a atmosfera dos livros da própria Jane Austen mesclando ficção e dados reais, a partir dos diários da autora de Orgulho e preconceito. O livro retrata as peripécias amorosas da futura escritora, que já se considerava uma especialista em assuntos do coração, e de sua prima Jenny.

Claro que um título com "Jane Austen" nele chamaria minha atenção. Nem li a sinopse e não tinha a menor ideia do que esperar. Já adianto uma coisa: a Jane não rouba o namorado de ninguém. A autora escolheu dar esse nome à obra simplesmente pela fama de namoradeira na juventude que sua homenageada carrega. 

A história que o livro conta é muito fofa, apesar de alguns trechos irritantes. Porque bem, o enredo se passa no século XVIII, e cada vez que alguém tentava usar uma garota como mercadoria e casá-la por puro interesse financeiro (ou não casá-la pelo mesmo motivo) eu tinha vontade de esganar o (ou a) infeliz... Rs... 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

[Resenha - Hoo Editora] O livro das coisas que nunca aconteceram

Postado por Ju às 16:00 8 comentários
Título: O livro das coisas que nunca aconteceram
Autora: Ana Luiza Savioli
Hoo Editora
Número de páginas: 400

Harry Darwin deveria ter morrido. E há diversos universos e realidades nas quais tinha mesmo se afogado naquele 8 de outubro, no lago do colégio. Nesta realidade, porém, ele fora salvo. E de uma forma bastante singular: resgatado por um completo estranho, Harry descobre o nome de seu salvador quando seu corpo é encontrado nas dependências do internato, um dia depois: Damon Knight. E agora, ocupando o mesmo quarto que um dia foi de Damon, o irmão mais novo, Matthew, prova que mistérios e segredos rondam todos os Knight. Uma família responsável por curar o tecido da realidade. Por desfazer erros, traçar destinos e fazer a vontade do tempo. Em sua ânsia de entender o dia de sua não morte, Harry acaba envolvido no mistério do fim de toda a existência. O mistério do fim do tempo.

Neste livro acompanhamos a história de Harry Darwin, um garoto que é salvo por outro quando está quase se afogando em um lago. Acontece que Harry nada muito bem, é jogador de polo e não tem a menor ideia de como foi parar naquele lugar nem o que fez com que ele precisasse ser salvo.

Para completar, descobre que seu salvador é um rapaz que estava desaparecido há dois anos, Damon Knight, apenas quando ele aparece morto, aparentemente tendo cometido suicídio. E quando o irmão mais novo desse rapaz, Matthew, começa a frequentar a escola, Harry acaba se ligando a ele de uma forma que nenhum dos dois consegue entender plenamente. E por que Damon o teria salvado, sendo que os dois nunca se conheceram?

terça-feira, 12 de setembro de 2017

[Resenha - Rocco] O conto da aia

Postado por Ju às 16:00 11 comentários
Título: O conto da aia
Autora: Margaret Atwood
Tradução: Ana Deiró
Editora: Rocco
Número de páginas: 368

Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Em O conto da aia, conhecemos a República de Gilead. Um lugar nos Estados Unidos, no futuro, em que os direitos constitucionais foram suspensos. Todas as mulheres perderam o direito à propriedade, de um dia para o outro. E se tornaram propriedade dos homens, tendo que se encaixar em algum papel agora existente na sociedade.

As menos privilegiadas (financeiramente falando), mas casadas e religiosas (diziam que tudo que faziam estava de acordo com a Bíblia), puderam desempenhar o papel de Econoesposas. O que quer dizer que elas cuidariam da casa, do marido e teriam filhos com ele. Agora, para os mais ricos, as coisas eram diferentes. Havia o marido, normalmente um Comandante. Havia uma Martha - uma empregada não remunerada. Havia a Esposa, que até podia ter filhos, mas muitas não davam essa sorte. 
 

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